Review – Upload 2.0 Meeting Lisboa
Vou começar esta review com uma pergunta – Mas o que raio faziam quase 300 almas penadas as 9h da manhã de um sábado no ISLA?! A resposta foi surgido com naturalidade à medida que o dia ia passado. Era uma resposta simples e consensual, aquelas pessoas estiveram sem dúvida num dos eventos mais interessantes do ano.
Foi um Upload de informação, de cultura web e boas apresentações. E foi um sucesso. Penso que o sucesso se deveu essencialmente ás expectativas que as pessoas tinham do evento. "Organizado por 4 jovens, estudantes e recém-licenciados, que se conheciam pelo twitter, mas o painel até é bomzito, vamos lá ver o que sai dali". E a verdade é que saiu um evento de valor, e que de certeza terá e ocupará o seu espaço neste nosso cantinho, pelo menos assim esperamos. Sim, nós queremos mais!
Highlight 1 – Networking
Mais importante que a qualidade das apresentações, ou até mesmo que o coffe break, é o networking. Quem quer levar os seus negócios na web mais além e ser um verdadeiro profissional, não pode ficar em casa, estes eventos são obrigatórios. Num evento que era 100% dedicado à web, onde estavam bloggers, webmasters e empresas de comunicação, os players do mercado nacional não se viram por lá, ou então andaram escondidos. No entanto, como é óbvio foi bom reencontrar e conhecer alguns suspeitos do costume. Tive a oportunidade de estar com o Rui Nunes que já conhecia pessoalmente e conhecer o Tiago Pereira, ambos da Canalmail. E tive a oportunidade de conhecer pessoalmente um amigo de longa data, o nosso utilizador Webmilionário. Que como é óbvio não se livrou de ir pagar o almoço.
Highlight 2 – Twitter Wall
Foi a primeira vez que estive num evento com uma Twitter Wall, já li por ai que foi um dos pontos negativos, para mim, foi sem dúvida um highlight e veio acrescentar valor a este evento. Basicamente havia um projector para as apresentações do oradores e do lado oposto um projector com a live feed da hastag do evento no twitter, o que permitia comunicar com todos e para todos em directo. Ou seja, tenho a ligeira impressão que aquilo chegava para fazer a festa. Deixo aqui algumas das pérolas desta twitter wall.

Podem ver todos este brilhantes momentos de reverberação mental aqui.
Highlight 3 – As apresentações
Não vou falar de todos os oradores, mas sim daqueles que mais me entusiasmaram. Aqui vai.
Luís Rasquilha – Um óptimo orador, um comunicador nato, vinha falar sobre trends na web, mas cedo avisou que nada é de graça. Um boa apresentação com óptimo sentido humor, 15 minutos não chegavam para explicar a teoria, mas tenho a certeza que o podia estar ouvir horas a falar sobre web.
Armando Alves – O momento alto do dia para mim foi a apresentação deste senhor, que se destaca sem dúvida pela sua humildade e cultura web. Uma apresentação muito rica conceptualmente e a nível de conteúdo. Armando, se algum dia não tiveres trabalho e o +tráfego for uma grande empresa, já sabes… A apresentação pode ser vista aqui. Live long and prosper!
Rodrigo Moita de Deus – Mais conhecido por Sr. 31 da Armada, fez uma apresentação muito interessante e repleta de humor. É notório que o seu ego é enorme, mas não deixa ter umas ideias interessantes e que conseguiu transmitir muito bem.
Daniel Caeiro – O Daniel fez uma apresentação bastante interessante, passou mais tempo a envergonhar a Flávia do que outra coisa. No entanto, a Torke merece a nossa referência pelas iniciativas que já realizaram com bloggers. Apenas perdeu pontos na apresentação do projecto Myspace Portugal, uma campanha para além de ser ilegal, revelava pouca criatividade e imaginação, não me parece que seja algo de se apresentar com orgulho e de peito cheio…
Apenas me resta dar os parabéns à organização, penso que proporcionaram a todos um óptimo sábado e no fim de contas, isso é o mais importante!
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Pena teres um autocarro que chega atrasado e arranca adiantado, mas foi bom trocar ideias contigo.
As minhas dúvidas para a próxima edição:
- vai chamar-se Upload 3.0 e apresentar a web 4.0 ?
- vão ter coragem de manter o twitter wall? :]
De facto já se decidiam sobre o nome disto, uma pessoa quer escrever e nem sabe que nome lhe dar.
A twitter wall, é para ficar, sem dúvida. Recuso-me a participar sem twitter wall!
Olá Nuno,
Obrigado pela critica à apresentação e pela menção à Torke!
Se em algum momento pareceu que estava gratuitamente (ou não) a gozar com a Flávia então peço desculpa. Não era de todo essa a minha intenção. A Flávia é minha colega e uma profissional que prezo muito. Mas a verdade é que ela estava completamente petrificada e até ao momento em que eu comecei a falar ela disse-me várias vezes que se eu lhe passasse a palavra ela saía do palco. A minha intenção foi somente coloca-la mais à vontade com a vossa (publico) ajuda. Se foi com essa impressão que ficou então peço desculpa mas não era de todo a minha intenção.
Já em relação à acção do Myspace, bem, tenho todo o gosto de a discutir até porque mesmo para nós ela não é totalmente consensual. Como disse aqui ao lado ( http://www.webmilionario.com/eventos-marketing/upload-lisboa-2-0/) não tenho a certeza absoluta se hoje a faria. Mas na altura arriscámos. E como o objectivo da nossa apresentação era apresentar casos de trabalhos nossos na web social foi isso que fizemos, os últimos, os mais antigos, os mais consensuais e os menos consensuais.
Uma vez mais, obrigado pela critica.
Abraço,
Daniel Caeiro
Olá Daniel, estou a ver que gostas mesmo é de comunicar, como referiste na tua apresentação e ainda bem!
Sobre a Flávia, disse aquilo mais como piada, disseste tanta vez que a rapariga estava envergonhada, que mesmo se não estivesse ia ficar…foi mais para provocar, que reparei que também o gostas de fazer!
Por falar em provocar, também gostei quando referiste que o Paulo Querido já tinha decretado o fim da blogosfera, já reparaste que o novo projecto dele é uma cópia de um dos blogs mais populares da actualidade e da web social… Fica aqui também a minha provocação ao Twitter, ups… ao Paulo!
Sobre o caso Myspace, é bom que estas coisas se discutam, afinal isto é uma área ainda muito verde neste aspecto e estamos todos a aprender, só por isso, “props” para ti por teres levado este caso.
Na minha opinião, para ser fazer “guerrilha”, e é opinião de quem vê de fora, tem de ser coisas interessantes, como é óbvio, mas que não coloquem em causa o nome de uma marca. Isto porque no meu ponto de vista o marketing de guerrilha deve ser usado por projectos, ou sem fins comerciais, ou sem budget, de forma a conseguirem a visibilidade que outras marcas têm. Neste caso, a única coisa que peca, é que a Myspace não tem necessidade nenhuma de ficar associada a uma coisa ilegal… É só isso, e mesmo a nível de webmarketing, não me parece ser das coisas mais interessantes que se pode fazer.
Olá,
Como também já mencionei no post do WebMilionário, a atitude da Torque foi interessante no mínimo – isto porque acho que todos numa determinada fase passámos pelo mesmo. Sugerir às marcas a criação de perfis falsos para disseminação de uma mensagem foi uma prática que vem no ínicio do buzz das redes sociais que, com a evolução do transparency tirany, foi cada vez mais desaconselhada. E, como o Daniel também diz, provavelmente não o fariam agora. Mas numa conferência com o que deveriam ser os maiores conhecedores da área, todos deviamos ter pensado “epa, eu também já estive ali”.
Foi pelo menos mais interessante do que ouvir pela 10º vez o que é web1.0 ou 2.0. Foi um caso prático do que foi a abordagem das redes sociais pelas marcas numa primeira fase e, historicamente e ao nível de showcase, um exemplo muito mais interessante do que muitos que vi lá passar.
E concordo que não é uma boa prática, nem nós na minha agência o fazemos. Mas compreendo perfeitamente o que a Torque fez e tenho quase a certeza que não é um caminho que irão percorrer uma segunda vez.
Abraço,
Luis
Olá Luis,
Concordo contigo, só que me pareceu na apresentação do Daniel, e foi essa a sensação que fiquei, é que houve um bocado de orgulho naquele projecto. E não me parece que deva existir, quando ele é o primeiro a dizer que não sabe se o voltava a fazer.
Parece que existe um bocado aquele estigma “guerilha, é guerilha”. Pois, mas estamos a falar do Myspace, até que ponto é bom para a marca associar-se a isto?
Vcs são os profissionais, elucidem aqui o estudante!
Obrigado pelo comentário
Olá Nuno,
Confesso que estou aqui um pouco mais a argumentar a favor do exemplo e não do método de apresentação :) Não é tanto a questão do orgulho, porque o próprio Daniel disse posteriormente que provavelmente não o fariam hoje em dia.
Creio que o primeiro ponto é, em primeiro lugar, termos algo muito presente na cabeça – não existem especialistas de online ou de social media. A Internet e o Marketing Digital não existe há tempo suficiente para alguém se dar ao luxo de assumir uma postura dessas. Na realidade somos todos amadores que andamos a apalpar terreno e a compreender como vamos comunicar neste meio. Uns sabem mais que outros, mas não significa que neste momento hajam estratégias totalmente correctas ou incorrectas ao nível do online.
Feita a introdução, a ideia de “guerrilha, é guerrilha” não desculpa tudo nas acções mais disruptivas. Mas o caso do MySpace foi, como já indiquei, uma primeira abordagem embrionária à “guerrilha” de Internet (ou simplesmente Spam, como muita gente o chamaria).
Sendo tu um estudante, creio que aprendeste e pensaste mais neste caso especifico do que em muitos casos que passaram no Upload2.0. É por aí que defendo a apresentação do Daniel. Citando outra pessoa do Upload (que não concordo a 100% mas só a 50%) – nós aprendemos com os maus exemplos. (não concordo porque acho que apresentamos com os exemplos marcantes, mas não invalida o que eu disse :)).
Abraço,
Luis
“Foi pelo menos mais interessante do que ouvir pela 10º vez o que é web1.0 ou 2.0.” — Bingo! Já todos conhecemos os chavões, queremos é casos práticos. A esse nível, o Daniel e o Sérgio Bastos estão de parabéns.
O exemplo da acção MySpace foi corajoso; certa ou errada, a verdade é que a acção foi explicada e não parece ter tido um feedback negativo. E isso é tremendamente importante.
Muito se fala nas regras, mas se elas existem é para benefício dos utilizadores. Se os utilizadores aceitam algo, mesmo sendo contra as regras, talvez o melhor seja a política “don’t ask, don’t tell” e deixar a coisas seguir o seu curso. Sempre, claro, com um olho em copycats.
O Sérgio Bastos foi aborrecido como orador, mas a sua apresentação trouxe à baila um tema muito importante: a Web como potenciador de negócio local. Muito se louva o alcance global da Web, mas para ela realmente mudar as nossas vidas tem que influenciar o que fazemos no dia-a-dia, entre casa e o trabalho.
“Foi pelo menos mais interessante do que ouvir pela 10º vez o que é web1.0 ou 2.0.”
Também concordo, aliás, esse era o meu maior medo sobre este evento – Vai estar tudo a tentar definir a web. Pensava eu… Ainda bem que não foi assim.
Olá, como estás?
Esta questão do nome é deveras delicada… O nome começou por ser “Upload Lisboa” tendo-se acrescentado o “2.0 meeting” para ter menção ao tipo de evento que seria (sendo o primeiro seria crucial algo que o torna-se facilmente identificável).
Contudo, as conversas que foram surgindo acerca do evento foi-lhe acrescentando denominações. O mesmo aconteceu com as hash tags! A definida para discussões serias #uploadlisboa (para evitar mais confusões com o nome), mas os usuários quiseram #uploadlx, e foi essa que ficou… O poder está mesmo nas mãos dos consumidores:)
Já vi que perdi muito sim senhora :(