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Usabilidade: Porque A Ignoramos?

Usabilidade: Porque A Ignoramos?

Nos últimos tempos a usabilidade tem sido uma das temáticas que mais tem ocupado o meu tempo. A preocupação em garantir a melhor experiência possível para o visitante, deve ser o objectivo de qualquer webmaster, o problema é que na web portuguesa às vezes nós progredimos a passo de caracol e surpreendentemente ainda se vê muitos webmasters que não ligam nenhuma à usabilidade.

A usabilidade é um dos aspectos mais importantes de um projecto online, não faz sentido nenhum ela ser esquecida ou colocada de parte. Se nós queremos melhorar a experiência do visitante, então ela deve estar sempre presente nas nossas mentes. É difícil compreender o porquê de ainda encararmos esta questão de ânimo leve, mas a resposta até acaba por ser simples e obriga-me a voltar a uma velha máxima que tenho repetido incansavelmente por aqui:

“Reconhecer a existência de algo é relativamente simples, o mais complicado é compreendê-lo”

Ou seja, de certeza que todos os webmasters que estão a ler este artigo já ouviram falar da usabilidade, mas será que a compreendem? Nesta minha primeira abordagem sobre este tema, vou tentar esclarecer alguns conceitos fundamentais sem entrar em muitos detalhes. O meu objectivo principal, é que todos compreendam como a usabilidade é importante e acima de tudo tenham consciência do que podem perder se a ignorarem. No futuro serão publicados artigos mais específicos e com informação muito valiosa, mas primeiro é importante preparar e esclarecer mentes e só depois mergulhar a fundo na temática.

1º- Utilizador, Utilizador, Utilizador

Em inglês tem-se o hábito de dizer “It’s All About The User” e de facto a melhor forma de resumir isto que se chama de usabilidade é dizendo que tem tudo a ver com o utilizador.

A usabilidade assenta num principio básico de simplicidade cujo objectivo é o de facilitar a interacção do utilizador com o website em questão. Ou seja, quanto mais simples for website, mais fácil será para o utilizador interagir com ele, por sua vez as mensagens transmitidas por esse website serão melhor compreendidas e assimiladas e finalmente o processo comunicativo vai fluir gerando uma satisfação no utilizador. Por outras palavras:

“Vamos tornar a vida do utilizador mais fácil, para que ele fique satisfeito e volte sempre”

O conceito em si não é nenhuma novidade e todos vocês já ouviram falar dele, provavelmente muito antes até de perceberem alguma coisa de Internet . O dono da loja da esquina chamava-a de “preocupação com o cliente“, as grandes empresas falam muito de “procurar satisfazer as necessidades do seu público alvo“.

  • Na sua essência o utilizador é aquele que usufrui de determinado serviço ou que compra certos produtos e nesta perspectiva simplista, nós somos todos utilizadores.

O primeiro passo para compreender a importância da usabilidade em websites, é precisamente reconhecer a grande importância que tem o utilizador, o quanto pesam as suas motivações e quais são as suas necessidades. Isto é quase um “back to the basis” e alguns webmasters até se podem rir, pois sabem muito bem que o utilizador é importante. Infelizmente se dermos uma vista de olhos por muitos websites que foram apresentados no nosso fórum, a realidade é que a usabilidade ainda é ignorada na maior parte deles, o que é preocupante.

2º- Estudar, Estudar, Estudar

Depois de compreendermos a importância do utilizador, o passo seguinte é estudarmos a usabilidade. Não é uma tarefa tão simples como pode parecer, no cômputo geral a usabilidade é uma busca por um bom interface que potencie um processo comunicativo limpo – sem grandes interferências – de forma a que o utilizador fique satisfeito. Mas na realidade é muito mais do que isso, é a atenção ao pormenor, a capacidade de compreender o utilizador e de perceber o que ele necessita mesmo antes de ele o saber.

A compreensão da usabilidade, bem como a sua aplicação prática correcta, depende muito da capacidade do webmaster conhecer bem o meio que o rodeia e isso só pode acontecer com muito estudo, não há volta a dar! Alguns podem perguntar: Mas como é possível estudar?

  • 1º- Procurem por projectos que se dedicam apenas à usabilidade, existem por aí muitos bloggers que se debruçam a sério sobre esta temática e oferecem informação valiosa.
  • 2º- Visitem websites, naveguem pela net e analisem o que os outros fazem. Vão ver que existem mil e uma maneiras de se fazer exactamente o mesmo e é uma boa forma de recolher informação.

Há muito em que pensar, se a navegação é fácil; se a pesquisa esta bem visível e é fácil de aceder; se alguns dos elementos realmente importantes estão “above the fold”; se o estilo do design e as cores são consistentes; se a cor dos links é diferente o suficiente de forma a que seja facilmente identificada; se os títulos dos links fazem sentido quando são lidos fora do contexto e por aí fora.

3º- É Um Processo Sem Fim

É uma boa ideia começar-se a pensar na usabilidade ainda antes de se lançar um website, até porque é meio caminho andado para se evitar erros grosseiros. Mas é importante perceber que este é um trabalho que não tem fim, uma das funções do webmaster será sempre a de avaliar periodicamente a usabilidade do teu website:

  • Entra em contacto com um amigo teu que não conheça o website e dá-lhe uma tarefa, por exemplo diz-lhe para encontrar a lista de artigos mais populares, ou descobrir na visita qual é o facebook desse mesmo website;
  • Verifica se o teu website responde com eficácia às chamadas perguntas naturais (O que é isto? Onde Estou? Como utilizo? O que posso fazer? etc…)

Estes são apenas alguns exemplos do que se fazer, sendo que existem milhares de formas de testar a usabilidade, até podes contratar profissionais para realizarem o trabalho por ti. Seja no inicio do projecto ou numa fase de amadurecimento, a usabilidade deve ser ser uma prioridade.

4º- Usabilidade E Design

Não julguem que pelo facto da usabilidade se basear em princípios de simplicidade, isso significa que não é necessária uma grande preocupação com o design. Está mais do que provado que um design de qualidade gera confiança no utilizador e como tal, ele é extremamente importante. O segredo reside no equilíbrio, ou seja, o teu website necessita de ser esteticamente bem conseguido e de respeitar os princípios basilares da usabilidade.

  • Um website com um design muito bom mas que é zero em usabilidade, nunca estará a explorar o seu verdadeiro potencial;

  • Um website com um péssimo design mas que é bom em usabilidade, nunca estará a explorar o seu verdadeiro potencial;

  • Um website que tem um bom design e uma boa usabilidade está no bom caminho e leva vantagem perante os dois primeiros exemplos;

Eu sei que agora vocês vão dar exemplos websites que são vergonhosos e tiveram sucesso, mas por favor não usem desculpas esfarrapadas para justificarem o vosso próprio desleixo e sentirem-se melhores hehehe. Como eu já disse no passado, a Internet está em constante evolução e o utilizador vai ficando cada vez mais esperto, os websites com mau aspecto e que não respeitam os princípios da usabilidade começam a ser colocados de parte e a prova disso é a crescente preocupação por parte das grandes empresas, de terem websites que sejam apelativos ao olhar, eficazes no processo comunicativo e fáceis de utilizar.

Um bom exemplo disso foram as recentes mudanças nas páginas individuais de vídeos do Youtube, onde claramente existiu uma grande preocupação com a usabilidade:

Imagem 1 (Youtube Versão Antiga)

Imagem 1 (Youtube Versão Antiga)

Na imagem de cima temos a versão anterior da página de vídeo, que muitos ainda se devem lembrar. Peço a todos que olhem com atenção para a organização dos elementos. Vamos a factos, nós sabemos que a maior parte dos utilizadores analisa a informação de uma página na web da esquerda para a direita, mas pegando no exemplo da versão do Youtube antiga, vamos aplicar-lhe um pequeno “heatmap” para exemplificar o que acabei de escrever:

Exemplo


Portanto basicamente isto costuma ser +/- o que se passa quando um utilizador abre uma página na Internet. A parte vermelha é onde naturalmente ele concentra mais as suas atenções e a amarela menos. O que podemos reparar com recurso a este exemplo é que na antiga página do Youtube, existiam elementos que estavam do lado direito fora daquela área que podemos chamar “zona quente“. Agora vamos esquecer tudo isto e olhar para a nova versão:

Imagem 2 (Youtube Nova Versão)

Imagem 2 (Youtube Nova Versão)

A primeira coisa que reparamos é que, ao contrário da versão antiga, esta tem os elementos principais todos concentrados na “zona quente” aumentando a probabilidade de serem imediatamente detectados pelo utilizador. Concluímos desta forma que é importante tentarmos descobrir a “zona quente” dos nossos websites e colocarmos lá os elementos principais para que sejam detectados com rapidez.

O Youtube optou também por ocultar alguns elementos aos quais os utilizadores têm acesso via clique, como a partilha, o embed, os vídeos do autor e por aí fora. A boa ideia permitiu na realidade que eles adicionassem mais elementos à nova página, sem que isso fosse notório.

Isto sim é melhorar a usabilidade, porque neste caso eu não só torno a página acessível e fácil de utilizar, como ainda forneço mais elementos relevantes ao visitante e tudo isto sem prejudicar a interface. A página ficou muito mais clean, não porque os elementos foram literalmente removidos, mas sim porque foram ocultados.

Adoptando a regra do “less is more” o Youtube tornou-se num website ainda mais fácil de se compreender e utilizar. O design não possui demasiados floreados e isso acontece devido à quantidade de tráfego que recebe, no entanto tendo em conta as limitações eles têm feito um excelente trabalho a combinar uma boa usabilidade com um bom design.

5º- Lógica, Lógica Lógica

Pensar em usabilidade, é também privilegiar a lógica e não preciso ser-se um génio ou ter uma enorme equipa a trabalhar para se conseguir isso, apenas necessitamos de pensar simples. Por exemplo quando visitamos os hipermercados reparamos que todos eles possuem uma lógica de organização, o consumidor não precisa de grandes indicações, basta encontrar um determinado produto para saber que por perto está outro e assim sucessivamente.

Para respeitarmos a usabilidade, precisamos de adoptar processos lógicos sem inventar muito. Por exemplo:

  • O ícone do feed é laranja, os internautas estão habituados portanto é lógico usar esse cor;
  • No final dos artigos deve-se colocar um sistema de partilha para redes sociais, porque é lógico que depois de ler o artigo o utilizador o queira partilhar;
  • Num website de uma SP é lógico que se tente diminuir ao máximo o scroll e se coloque as informações importantes todas “above the fold”;
  • É lógico colocar um campo de login no canto superior direito, porque é lá que os utilizadores esperam encontrá-lo.

Isto não quer dizer que não se pode inovar, é apenas a constatação de um facto, o utilizador comum responde melhor a interfaces que tenham lógica porque os compreende.

6º- Como é Que O Utilizador Vê a Informação?

Há medida que vamos estudando e compreendendo melhor a usabilidade, vamos também aprofundando cada vez mais o nosso estudo numa busca por conhecimentos mais técnicos. Compreender a forma como o utilizador vê e processa informação de um website é algo que inevitavelmente vamos todos querer saber e faz sentido, pois ao compreendermos o olhar humano torna-se mais fácil trabalharmos a usabilidade de um website.

De certeza que todos já ouviram falar do “Eye tracking” é basicamente o nome dado sistema de medição que explica mais ou menos como funciona o olhar humano. É importante para os webmasters, porque como é óbvio visitar um website é em grande parte uma experiência visual. Tenho aqui um vídeo já antigo, que explica como funcionam os olhos dos utilizadores e mostra como eles “scanam” a informação:

Encarem o vídeo apenas como um guia e não como uma verdade absoluta. A web muda todos os dias, os utilizadores evoluem e é natural que a forma como olham para um website vá modificando também.

6º- Não Tenhas Medo Da Complexidade

Eu escrevi no primeiro ponto que a usabilidade assenta num princípio básico de simplicidade. Esta afirmação está correcta, no entanto como já todos perceberam, nós não podemos reduzir esta temática apenas a uma busca pela simplicidade, porque ela é muito mais do que isso.

Privilegiar a usabilidade não significa iniciar uma batalha contra os sistemas complexos, o problema da complexidade não está relacionado com a sua existência, mas sim com a sua má utilização. Ou seja, tornar complexo um sistema sem razão aparente para o fazer é que é uma péssima ideia.

7º- Segue as Regras

O mais certo é não conseguires seguir todas as regras da usabilidade e nem é isso que se deseja. Mas é fundamental que pelo menos sigas as mais importantes, aqui ficam alguns exemplos:

  • 1º- Aplica princípios de familiaridade, por exemplo os utilizadores esperam que as hiperligações sejam azuis;
  • 2º- Não compliques processos simples, não imponhas obrigatoriedade de registo quando ela claramente não se justifica;
  • 3º- Os utilizadores preferem websites com designs modernos e limpos, porque confiam mais neles e conseguem percebê-los com facilidade;
  • 4º- As melhores mensagens são as curtas (salvo algumas excepções);
  • 5º- Link ou áreas clicáveis minúsculas prejudicam a navegação;
  • 6º- Utiliza espaços brancos para melhorar a compreensão do utilizador e tornar o website mais leve ao olhar;
  • 7º- Elementos importantes como a pesquisa, links para redes sociais ou a subscrição devem ser colocados “above the fold”;
  • 8º- Comunica com eficácia, as mensagens importantes têm prioridade e devem ser as primeiras a ser transmitidas;
  • 9º- “Less is more”, o que não é usado não faz falta, o que pode ser feito com um clique não deve ser feito com dois etc;
  • 10º- Muita atenção ao número de cores e tonalidades utilizadas, são poucos os webdesigners que conseguem dar requinte a um circo virtual;
  • 11º- Uma página de erro 404 personalizada é importante;
  • 12º- Nunca te esqueças que o utilizador primeiro “scana” a página e só depois a analisa de forma mais aprofundada;
  • 13º- Ajuda os utilizadores a encontrarem o seu caminho;

etc…

Conclusão:

A usabilidade é uma das temáticas mais complicadas de se dominar, são demasiados conceitos, muitos pormenores a ter em conta. Mas independentemente da dificuldade, o que ela não pode ser é ignorada, pois ignorar a usabilidade é estar a ignorar os utilizadores e isso acho que todos concordamos, é o pior que se pode fazer.

Praticamente todas as semanas eu vejo webmasters apresentarem os seus projectos sem sequer se notar uma preocupação mínima com a usabilidade, sendo necessária por vezes a intervenção de outros utilizadores para que eles reconheçam os erros que cometem. Isto é inadmissível e pode prejudicar a reputação de um profissional.

Resumindo:

  • 1º- Vamos tornar a vida do utilizador mais fácil, para que ele fique mais satisfeito e volte;
  • 2º- Nós somos todos utilizadores de uma maneira ou de outra;
  • 3º- A usabilidade deve ser uma prioridade;
  • 4º- A compreensão da usabilidade, bem como a sua aplicação prática correcta, depende muito da capacidade do webmaster conhecer bem o meio que o rodeia;
  • 5º- Uma das funções do webmaster será sempre a de avaliar periodicamente a usabilidade do seu website;
  • 6º- Verifica se o teu website responde com eficácia às chamadas perguntas naturais (O que é isto? Onde Estou? Como utilizo? O que posso fazer? etc…);
  • 7º- O segredo reside no equilíbrio, ou seja, o teu website necessita de ser esteticamente bem conseguido e de respeitar os princípios basilares da usabilidade;
  • 8º- É importante tentarmos descobrir as “zonas quentes” dos nossos websites;
  • 9º- Pensar em usabilidade é também privilegiar a lógica;
  • 10º- O utilizador comum responde melhor a interfaces que tenham lógica porque eles são mais fáceis de compreender;
  • 11º- Ao compreendermos o olhar humano torna-se mais fácil trabalharmos a usabilidade de um website;
  • 12º- Visitar um website é predominantemente uma experiência visual;
  • 13º- Os utilizadores scanam as páginas;
  • 14º- O problema da complexidade não está relacionado com a sua existência, mas sim com a sua má utilização.

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Sobre o Wanderley

Sou licenciado em Marketing e Publicidade, atualmente utilizo os meus conhecimentos na gestão e organização de projetos. Apesar de trabalhar principalmente offline, recentemente assumi funções em vários projetos online.

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18 Comentários

  1. Confesso que não li o artigo, é muito extenso e não estou com paciência mas vim aqui com o intuito de felicitar quem quer que fosse que tivesse escrito este artigo.

    Sinceramente, não sei porquê que as pessoas ignoram a usabilidade e um design simples mas atractivo e funcional (que na minha modesta opinião está tudo interligado). Eu não o faço, eu tenho uma preocupação ENORME com todos os detalhes em tudo aquilo que faço, seja a desenvolver sites, aplicações, escrever um post no meu blog, etc…

    Porquê que a maior parte não faz o mesmo e prefere ignorar? Não sei… Eu diria, que existe uma grande falta de brio naquilo que o pessoal faz. Parece que não têm gosto pelo que fazem e parece que só querem fazer uma coisa rápida, colocar a ideia que tiveram em prática o mais rápido possível a ver se conseguem sacar uns trocos.

    Para mim, a palavra chave é mesmo brio, que falta a muita gente…

  2. Existe outra questão para além da falta de brio. Eu por exemplo durante a minha licenciatura tive 3 cadeiras relacionadas com a usabilidade e acessibilidade. Por isso não sei até que ponto, não possa ser natural a maior parte das pessoas que trabalham neste área nem darem muito valor a isto, por um simples motivo, falta de formação…

    É uma área que se aprende sozinho e por “carolisse”, e a usabilidade é algo que tem de ser estudado e resultado de muitos testes, algo que não se aprende a ler no blog na web… Como aprende a maior parte das pessoas que trabalha nesta área.

    • E não será isso um bocadinho desculpa para não ter trabalho extra?

      Tudo bem que não tiveram formação e pode não se aprender a ler um blog na web. Mas eu também não tive qualquer formação, e no entanto tenho olhos na cara…

      Se tu perguntares a alguém para perder uns minutos a identificar alguns problemas graves de usabilidade num site, de certeza que te vão saber responder. Afinal de contas, como utilizadores, eles sabem de certeza o quão prático e eficaz um site/aplicação/whatever é… Podem não apontar todos os problemas, mas alguns vão saber de certeza.

      Logo, não passa de uma desculpa e preguicite aguda :P

  3. Sendo o Design um processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração de alguma coisa, não sei se faz sentido separar design de usabilidade… na minha cabeça é complicado entender isso de “bom design e má usabilidade”.

    Faltou-te aprofundar mais a humanização das coisas, uma coisa é tão mais fácil de usar quanto mais natural e inconsciente parecer na nossa cabeça, há algumas técnicas para isso…

    Faltou também falares de cores, as cores são fundamentais nesta área, há cores que associam-se a acções e a sentimentos e por isso são ferramentas importantíssimas no processo de “usabilização” da Internet. (ficam as sugestões para outro post de usabilidade).

    Amigo Jerson, só pelo facto de trazeres este tema ao +T, tiro-te o chapéu… Parabéns pelo artigo e pela forma inteligente com que o escreveste.

    • A separação é algo que devemos evitar, mas do meu ponto de vista ela existe sempre que eu visito um website que considero esteticamente belo mas depois um desastre do ponto de vista da usabilidade. Mas também acho que um grande design é aquele que respeita os princípios da usabilidade e nesta perspectiva eles são de certa forma indissociáveis.

      Sim não aprofundei algumas temáticas propositadamente, até porque o artigo já estava a ficar grande demais e porque isto é mais uma introdução para o resto que está para vir.

  4. “e a usabilidade é algo que tem de ser estudado e resultado de muitos testes, algo que não se aprende a ler no blog na web… Como aprende a maior parte das pessoas que trabalha nesta área…”
    Não concordo, penso que se aprende muita coisa a ler e a ver sites e blogues, claro que fazendo testes ainda melhor.

    Parabens pelo artigo esta muito bem e aprendi alguma coisa..

  5. Boas,

    Um excelente artigo! Algumas coisas que falaste não sabia.
    Obrigado pelas dicas e continuação de bons post’s.

    Abraço.

  6. Muitos parabéns pelo artigo e pela organização do conteúdo.
    Desde há algum tempo que também me tenho preocupado com a usabilidade e apresentação dos meus sites e vejo que isso trás sempre bons frutos!
    É incrível como a maior parte dos sites que encontramos na Internet estão
    atolados de lixo, imagens a piscar e coisas espalhadas e mal organizadas e
    quando procuramos por uma caixa de pesquisa ou um botão para o Facebook,
    por exemplo, simplesmente não encontramos.
    Há que dar atenção a todos esses pormenores e não esquecer que isto, aliado a conteúdo de qualidade, é meio caminho andado para um website de sucesso!

    Abraço e mais uma vez parabéns pelo excelente artigo!

  7. Concordo plenamente, Desde já bom artigo parabéns!
    O meu treinador de futebol sempre me disse: “Dar sempre o melhor seja a que for a posição”. Aqui penso que a frase tem o mesmo sentido, temos de dar valor ao que fazemos.

    Abraço.

  8. Falta aí as heurísticas de Nielsen que eu recomendo ler: http://pt.wikipedia.org/wiki/Heur%C3%ADsticas_de_Nielsen (existe vários sites que as explicam, é só procurar no google)

  9. Atenção que a nova versão do You Tube tem muitas qualidades mas para mim também um defeito, já não consigo seleccionar um vídeos clicando na imagem associada, tenho que clicar no texto – título ou descrição -, se não não acontece nada…

Reacções por essa web fora:

  1. asturmas
  2. Ricardo Freitas
  3. Carlos Faria
  4. Gonçalo Rodrigues
  5. Venha Daí O Scroll! - Mais Tráfego

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